Programação do semestre

 

O CORPO COMO QUESTÃO FILOSÓFICA

 

Modulo I: Helena, espartana-troiana: quando o lógos se faz corpo 

Professora Maria Cecília de Miranda N. Coelho (UFMG) 

14, 21, 28 março e 4 abril 

O objetivo do curso é o de analisar e discutir excertos de quatro textos e cenas de quatro  filmes que tratam da personagem mítica Helena de Troia: Ilíada e Odisséia, de Homero (primeiro encontro); Elogio a Helena, de Górgias (segundo encontro), a tragédia Helena, de Eurípides (terceiro encontro), e os filmes Helena, de Manfred Noa,  Helena de Tróia, de Robert Wise, Helena e os Homens, de J. Renoir, e Troianas, de M. Cacoyannis (quarto encontro). Todas as discussões terão como fio condutor a palavra corpo (soma) e os conceitos a ela relacionados.  

 

Modulo IIO corpo nos Ensaios de Montaigne 

Professora: Telma Birchal (UFMG)   

11, 18, 25, abril e 2 maio  

A partir da metáfora da “pintura”, que quer tornar presentes no livro o corpo e a alma , o módulo pretende explorar alguns aspectos da reflexão sobre a corporeidade em Montaigne, o qual, contrariamente à grande parte da tradição filosófica, pensa a condição humana como “maravilhosamente corporal”.  O módulo concentra-se na leitura de alguns capítulos dos Ensaios, articulando, em torno do tema do corpo, as questões do prazer e da dor, a experiência da finitude e da morte,  a centralidade da imaginação e a recusa da crueldade como exigência central de uma ética adequada à condição humana.   

 

Modulo III: O corpo dos escritores 

Professora: Lucia Castello Branco (FALE-UFMG)  

9, 16, 23, 30 de maio 

O corpo na literatura e na psicanálise: Roland Barthes e Jacques Lacan. Texto de prazer, corpo de gozo. Maria Gabriela Llansol e Antonin Artaud: o texto orgânico e o corpo sem órgãos. Marguerite Duras: o corpo dos escritores. Escrita e corpo: secreções. Jean-Luc Nancy: Corpus. Escrever: o que que segrega, o que secreta. O sexo de ler para um corp’a’screver. 

 

Modulo IV: Corpo e tecnologia 

Professora: Debora Pazzetto Ferreira (CEFET)  

6, 13, 20 e 27 de junho 

Este módulo terá como foco abordagens filosóficas contemporâneas que problematizam as relações entre o corpo e as tecnologias. Inicia-se pela crítica foucaultiana (1975) acerca da docilização dos corpos perpetuada através das tecnologias modernas de controle, vigilância e punição. Em seguida, tematiza-se a polêmica tese de Haraway (1985) de que os corpos, atualmente, são ciborgues, isto é,  híbridos de máquina e organismo, realidade social e ficção. Na sequência passa-se a problematizar essa tese no campo das artes contemporâneas que usam o corpo como veículo de expressão, em articulação com o pensamento flusseriano sobre a intersecção entre corpo, arte e tecnologia (1985). Por fim, analisa-se  os questionamentos queer de Preciado (2004) acerca dos gêneros diante da indistinção entre natureza e cultura, corpo e tecnologia.